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09h00

O novo vem

Um leitor escreveu em seu espaço, aqui em A TARDE, a sua perplexidade diante de um grande elenco de extraordinários compositores que a Bahia teve e tem, e a música Paredão metralhadora ter sido eleita, em votos, como a melhor música do Carnaval de 2016. Assiste razão as suas considerações. É preciso, no entanto, que não percamos o foco de que boas ou desnecessárias, a sociedade vai se pautando em ações transformadoras em todas as direções, necessitando, mesmo que não concordemos, da compreensão destes fenômenos, pois aí se estabelece a harmonia da convivência em sociedade. Os nossos conceitos não podem ser enrijecidos com sentenças que anunciam os nossos valores como os certos, em se tratando de gosto e estética, e os pontos de nossa vista como verdades.

Belchior, em sua música Como os nossos pais, vaticina, com verdadeira coragem, a nós: “Mas é você que ama o passado e que não vê; É você que ama o passado e que não vê; Que o novo sempre vem”. Fato: o novo chega e afronta nossos valores estéticos e de toda a natureza. A questão não passa, então, pelo que é certo ou errado, mas pela época e a dinâmica, o movimento de ações e reações culturais. Imaginemos os acadêmicos e analistas de arte com o grito dos Impressionistas, subvertendo toda a ordem de uma arte acadêmica; e a Semana de Arte Moderna do Brasil, na década de 20, idem; e no tempo dos requebrados de Elvis. A juventude que hoje aprecia, canta e faz a coreografia do tal trá-trá-trá haverá também de, futuramente, reclamar de um novo que chamarão de sem sentido.

Tememos, em geral, o inusitado e nada melhor do que desconstruir o seu rompante de ousadia, de novidade. Sempre estaremos entre valores conservadores, confortáveis, por quanto fruto de toda uma vivência emocional que temos, e do algo novo que não se encaixa em nossa forma de ver, apreciar o mundo. O novo e o diferente estarão sempre se pondo e impondo no palco da vida, e pessoa alguma terá a força de evitar a sua chegada.

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