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15h00

E aí, prefeito?

Os integrantes da banda de pagode New Hit, acusados de estuprar duas fãs adolescentes em agosto de 2012, foram condenados a 11 anos e oito meses de reclusão. Eles recorreram da decisão e ficarão em liberdade até que todos os recursos possíveis sejam julgados. Já as estupradas mudaram de estado, de nome e seguem, certamente, rotina de programa de proteção a crianças e adolescentes.

Pois é, para a surpresa das pessoas de siso desta cidade e estado, em um programa de televisão, no último dia 21, um desses já condenados, o ex-vocalista da tal banda de pagode, Dudu, foi visto como backing vocal do cantor-vereador Igor Kannário. De logo, faço a ressalva de que o vereador anda com quem quer, convida para participar de suas manifestações artísticas também quem ele quiser, claro. O problema, no entanto, é se, realmente, ele teve algum tipo de patrocínio da prefeitura, como divulgou a Folha de S.Paulo, e levou a reboque um já condenado em crime, cuja esta própria prefeitura faz processo de educação contra. A prefeitura tem tido algumas controvertidas atitudes, pois não faz muito patrocinou um festival de música gospel, porém algumas creches e escolas que estão querendo ser expandidas ou mesmo criadas não veem nada. São necessários esses esclarecimentos, ademais disto se estranha também este silêncio aético dos poderes públicos, em geral.

Uma outra banda que saiu conclamando um “Fora Temer” foi quase que imediatamente sentenciada, pois o presidente do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) disse que após o Carnaval será feita uma avaliação para definir se o grupo se apresentará no Carnaval 2018.

O que lhes parece mais grave e preocupante? Naturalmente, aqui não se trata
de algo ilícito, ilegal, praticado pelo cantor-vereador, claro que não foi, mas não
se pode, em detrimento a jovens que foram desterradas para outro estado, assistirmos a um já condenado posando de ídolo ao lado de um amigo patrocinado pelo poder público. É uma questão de ética, não de legalidade. Afinal de contas não há pela cidade outdoors contra a cultura do estupro? Ou são meras peças publicitárias ao gosto do politicamente correto, mas sem compromisso com o efetivamente real? Imagino que muitos vão falar em ressocialização, o que não me descuido aqui, mas há valores de exemplo que não podem ser transigidos, pois funcionam como estímulos à impunidade, em uma espécie de convicção de que o crime compensa.

O último estudo do Ipea estima que 10% a no máximo 30% dos casos de estupro
são de fato denunciados. Isso porque vivemos em uma sociedade que nutre a ideia de que se uma menina denuncia um estupro, a primeira coisa que acontece é cair o crime sobre ela. É a inversão de culpa.

 

José Medrado

Mestre em Família pela UCSal

Fundador e Presidente da Cidade da Luz

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