Artigos

10h00

Fora daqui

Já faz algum tempo que estamos vendo um processo de intolerância, gerando hostilidades a pessoas que tenham atitudes contra os nossos conceitos e ou que julgamos certos. Forma-se um tribunal ambulante de sentença lavrada em impropérios, vaias e xingamento.Oalegado é o livre direito constitucional de manifestação. Vimos recentemente, mais uma vez, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, sair de um avião, em razão dos gritos de saia, entre outras palavras de ordem, que ouvia. Também tenho achado estranhas as atitudes do ministro, na limitação do meu saber, mas não vem ao caso.

Gustave Le Bon, em seu Psicologia das Massas, afirma que em determinadas situações de aglomeração, pessoas tão diversas, em seus conceitos, tomam atitudes e passam a ter uma mente coletiva que estimula a agir de forma bem diferente do que se estivesses sozinhas. Na massa se perdem valores pessoais. Muitos chamariam a este efeito da Teoria da Desindividualização, o que significa se tornar parte da massa, que sob a capa do anonimato torna sua responsabilidade individual difusa entre os demais membros da multidão, e quanto maior for esta massa tende a ser maior a desinibição e a impulsividade. As pessoas passam por um processo de perda das restrições morais e comportamentais, tornando-se mais suscetíveis a agir de forma diferente da cotidiana e até mesmo de se engajar em práticas antissociais, de acordo com as orientações de quem for mais exacerbado.

Estudiosos do comportamento social em grupo chegam a afirmar que existe uma “ansiedade social”, que constitui a essência de uma consciência de coisas certas e ou erradas que precisam ser vivenciadas em grupo a favor ou contra outros grupos e/ou pessoas. Assim, há uma necessidade de liberação da pulsão de indignação, de não aceitação. O problema, ao meu modesto ver, está no contágio que vira uma onda, onde alguém, infiltrado ou não, direcione tal desconforto emocional a uma situação de vias de fato, fazendo com que se estabeleça uma anarquia generalizada.

O fato é que sempre, em qualquer situação, estaremos nos associando a grupos, por opiniões (ideologias), interesses pessoais, assim nada será unânime. A preocupação, no entanto, é começarmos a ter “direitos” a expulsar pessoas do lugar em que estamos, porque elas pensam, são diferentes de nós. A tolerância é uma regra social que não pode ser desprezada, pois é ela que norteia a aceitação da convivência com os diversos. Se começarmos a perder este senso de direcionamento, certamente estaremos estimulando grande retrocesso da vida de civilidade, até o dia em que nós, por alguns dos nossos motivos, também seremos excluídos de algum lugar e ou discussão, com gritos de fora daqui.

José Medrado Mestre em família pela Ucsal e

fundador da Cidade da Luz

Pre | Desktop e Tablet
Grupo de Assistência
Oficina de costura Romana Medrado
Centro de Cultura e Arte Pai João
Grupo de orientação maternal Irmã Maria Angélica
Colabore
Caravana Fraterna
Projeto viver Pituaçu na Cidade da Luz
Next | Desktop e Tablet
Pre | Smartphone
Projeto viver Pituaçu na Cidade da Luz
Caravana Fraterna
Oficina de costura Romana Medrado
Grupo de orientação maternal Irmã Maria Angélica
Grupo de Assistência
Centro de Cultura e Arte Pai João
Colabore
Next | Smartphone
Rua Barreto Pedroso, 295 • Ptuaçu • Salvador • BA • CEP: 41.741-030 • Brasil
Telefone: +55 71 3363.5538
E-mail: cidadedaluz@cidadedaluz.com.br
2016 - 2018. Cidade da Luz. Todos os direitos reservados.
Produzido por: Click Interativo - Agência Digital