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10h02

Não inventa, Xandy

É impressionante a capacidade de certos artistas de, no momento em que os recursos privados se escasseiam (a tal dita crise do carnaval baiano), eles sacam ideias de “gênio”, sugerindo que o governo do estado e do município arquem, banquem o Carnaval de Salvador, em melhor palavras: que paguem as suas apresentações, cachês. Foi essa a ideia que o cantor Xandy deu ontem em entrevista à revista Muito (A Tarde). Na época das fartas, gordas vacas a maioria deles puxando seus blocos lotados, mantinha a corda levantada, e fazer uma levada – pipoca – para a plebe rude, nem pensar. A pipoca seguia sendo imprensada entre os cordeiros e a muralha dos camarotes, um Deus nos acuda. Hoje, que todos sabemos da crise envolvendo os blocos, uma queda grande de adesão de busca dos abadás, eis que trazem à baila a engenhosa ideia do  patrocínio dos poderes públicos.

É fácil pedir dinheiro público, quando a visão não está voltada para as necessidades familiares, de médico, escola, moradia... Um enorme déficit de creche, de toda uma população que pena por um pouco de dignidade. Aos poderes públicos os seus encargos de infraestrutura da sociedade, em seu todo, inclusive para as festas populares, mas daí... Para pagar... É um pouco demais.

Claro que alguns fazem sua pipoca, naturalmente  bem pagos pelo poder público, mas daí fazer disto uma regra de patrocínio geral! é demais. 

Gilberto Gil canta em “Aquele abraço”, que a Bahia o deu régua e compasso, será que não está na hora de quem tanto se beneficiou, fazer um pouquinho também? Retornando ao povo um pouco de gratidão.

Lembro-me que vivia falando, na Metrópole, de que não entendia porque esses artistas não faziam shows beneficentes – muitos se desagradaram dos meus comentários e me fizeram chegar suas opiniões -, aí alguns passaram a fazer (certamente por outros motivos, não os meus protestos), que bom. Ótimo. Mesmo considerando que o beneficente realmente só alguns fazem, mas voilà.

Então, por favor, Xandy e companhia, façam as suas reivindicações para a melhoria da vida dos lugares, em geral, de onde vocês saíram, não pleitos para ganhos pessoais. Desculpe.

 

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal.

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