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15h30

Queremos nos enganar.

É impressionante como sempre buscamos no confronto com as nossas dificuldades, medos e preocupações uma forma de nos acomodarmos, a fim de não sentirmos a angústia da dura realidade, que possa ir de encontro aos valores, crenças, sentimentos que possuí- mos... Isso porque quando uma verdade é muito crua para encararmos, torna-se muito mais fácil relegá-la ao inconsciente e passar a mentir a nós mesmos, mudando a nossa realidade. Crê-se tanto na autoargumentação do que se quer crer, a ponto de transformar aquela ideia em verdade absoluta. É o que estamos vendo no campo dos defensores de políticos e políticas, de todos os lados e direções. Muitos desses defensores, em verdade, estão preservando a eles mesmos, no confronto com o que às escâncaras vêm contra as suas crenças, geralmente há muito cultivadas. É um anestésico para poder seguir adiante, sem o desconforto da mudança de posições, de paradigmas.

Há diversas formas de engar a nós mesmos, o sociobiólogo Robert Triveris chega a afirmar que o autoengano, esta mentira que elaboramos para nós mesmos, se torna tão poderosa, que chegamos a excluir a informação verdadeira de nossa consciência e tudo que for contrário a esta nossa “ve rd a d e ” será repelido. Há certas mentiras que nos sustentam por algum tempo e outras por toda uma vida. Nesses dias que correm, não é difícil constatar pessoas amigas que emitem conceitos, posições políticas, dentre outras, de forma tão absurda, que custamos a acreditar que tais bizarrices tenham nascidas de mentes que julgávamos sensatas. O autoengano, em sua dimensão mais firme e forte, não surge para contrariar posições contrárias ouvidas, mas para proteger os egos de seus elaboradores de verdades não aceitas, que poderiam destroçar em angústias suas mentes, em face de cren- ças cultivadas ao longo de uma vida.

Não é fácil encarar tudo aquilo que boicotamos, em função de ser uma realidade muito dolorosa. É preciso muita coragem para aceitar, pelo menos, a possibilidade de que a nossa sombra gera em nós ilusões, que alimentamos e nos fazem estar com quem tem padrões semelhantes, a fim de que sejamos sempre reforçados em nossas posi- ções e conceitos.

As redes sociais estão cheias de autoenganos. É preciso de fato a coragem para nos desvencilhamos e bastante será submetermos todo tipo de ditas e contraditas ao crivo do bom senso, da lógica, em análise desapaixonada, para desfazermos as cortinas de fumaça que lan- çamos sobre os nossos conteúdos de sentir. Fato é que nenhuma satisfação ou conforto baseado em autoengano é só- lido, e por mais desagradável que seja a verdade, é sempre bom buscá-la de uma vez por todas e se acostumar a construir sua vida de acordo com ela, ensina Bertrand Russell.

José Medrado Mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz.

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