Quinta, 09 de setembro de 2010 - 03:53


12º ENCOMLUZ

12o. Encomluz





A abertura do 12o. Encomluz, em 04 de dezembro de 2009 (sexta-feira), ocorreu na área externa da Instituição, em ambiente agradável, onde a lua cheia parecia ter vindo homenagear os participantes do evento.



O Coral da Instituição, o “Raio de Sol”, posicionado na pracinha de entrada da Casa para recepcionar os participantes, manteve a sua apresentação até o início da reunião.



O presidente da Cidade da Luz, José Medrado, atuando também como mestre de cerimônia, subiu ao palco e, dizendo “ser esse um momento muito especial”, anunciou a apresentação do Grupo de Teatro da Polícia Militar da Bahia. Em seguida, sentou-se junto aos convidados, tendo ao seu lado a Primeira Dama do Estado, Sra. Fátima Mendonça, para assistir à Ópera da Cidadania. Que maravilha de apresentação!!! O grupo, aplaudido de pé, a todos emocionou !!



Em seguida, José Medrado, subindo novamente ao palco, teceu comentários dentro do tema central do evento: “Viver Família”. Ao final, disse “só temos agora que pedir às forças da vida que venham ter conosco”. Seguiu-se o Kumbaya que, como sempre, a todos emocionou, encerrando dessa forma a cerimônia de abertura do 12o. Encomluz.


Público na área externa (sexta-feira)

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sábado


O sábado começou com uma meditação conduzida por Medrado, seguida pelas palestras da manhã:


Djalma Argollo, cujo tema foi “Encarando a Modernidade dos Relacionamentos”, chamou a atenção para o fato de que, em toda civilização em declínio, há sempre uma mudança na estrutura dos relacionamentos, sobretudo afetivos. Lembrou a grande revolução dos anos 60, com o advento da pílula anticoncepcional, grande determinante da estrutura familiar moderna.


José Medrado, com o tema “Novos Paradigmas da Família”, comentou sobre a família padrão, ou seja, pais e filhos, sobre o respeito ao espaço, ao pensamento de cada um, sobre a vivência da solidariedade em família, e chamou a atenção para o fato de que o amor não é biológico, natural, e sim cultivado, em contraposição ao instinto que é da natureza.


Adenáuer Novaes, discorrendo sobre “Desrespeitos Filiais e Paternais”, fez a diferença entre estigma e feridas, afirmando que o primeiro nos é dado, que nascemos com ele, ao passo que as feridas são construídas. Os dois juntos, disse ele, são responsáveis pelo que comumente chamamos de carma, o destino de cada um.


Publico no auditório (sábado)



Renato Tumbiolo, amigo da Casa residente no Rio Grande do Norte, dirigiu o trabalho da tarde, que teve a seguinte sequência:


Solange Maiking, cujo tema foi “Meus Filhos não são meus”, comentou que, modernamente, considera-se que a primeira infância começa a partir do zigoto (18 horas após a fecundação do óvulo); ela existe como inteligência transcendental, e que o considerado anteriormente como primeira infância, hoje, diz-se ser a segunda infância. É o princípio da Psicoembriologia.


Martinho Nery Filho, com o tema “Vícios na Família”, afirmou caber à família dar aos seus membros o sentido de amor, de carinho, de espiritualidade. “Umbral é aqui, é a convivência do dia a dia, cabendo a mudança do padrão vibratório para dele se sair”.


Kau Mascarenhas, que abordou as “Vivências Dramáticas Familiares, Caminhos e Posturas”, salientou a diferença entre a dor, que é inevitável e o sofrimento, que é escolha pessoal. Comentou que diante das dores da família, a pergunta é sempre: por que comigo, ao invés do que seria mais correto: Como, Senhor, posso sair dessa situação para uma melhor? O que estou fazendo para problemas recorrentes?

Paralelamente, ocorreram três oficinas, tendo sido a primeira no turno da manhã e as duas outras no turno da tarde.


 Patrícia Bonito - oficina “Buscando o outro”.


Maria Célia Gomes - oficina “Vivendo o outro”.


Francine Costa - oficina “Sexualidade na família”.



O encerramento do 12o. Encomluz foi feito por José Medrado, no auditório Bezerra de Menezes, onde os colaboradores da Instituição se posicionaram em círculo, em torno dos participantes, tendo como objetivo abraçar a todos, enquanto rosas eram oferecidas.


A Banda Didá, com o seu ritmo contagiante, adentrou o salão convidando a todos a acompanhá-la até a área externa, prolongando, dessa forma, a confraternização entre os presentes.



Durante o evento, uma bonita exposição de pintura mediúnica de ateliê, com telas produzidas através de José Medrado, teve lugar em um aconchegante espaço, criado especialmente para essa finalidade.