Quinta, 09 de setembro de 2010 - 21:37

Medrado na mídia

Artigo publicado no Jornal A Tarde

 


A bela noite da gratidão (Coluna Religião)

Já há alguns anos, se tornou uma tradição a memorável mensagem de fim de ano que o amorável espírito Bezerra de Menezes oferece aos freqüentadores da Cidade da Luz. É uma reunião de puro enlevo e apurada sensibilidade. Não poderia ser diferente, em se tratando de espírito de tamanho amor e generosidade. A sua caridade é de monta tal que não se furta a estar conosco, mesmo diante dos escravagistas de espíritos, que acham que estes e aqueles espíritos só podem se comunicar com médiuns específicos. Muitos ainda não alforriaram estes devotados espíritos, fazem destes mensageiros da genuína caridade “escravos” do comportamento das torcidas organizadas, por assim dizer, de médiuns.
 
O verdadeiro espírito elevado não se atém a Casas, a médiuns, mas a oportunidades de semear os seus conceitos e vivências, à semelhança do semeador da parábola evangélica.
 
Desta forma, quando vemos cerca de três mil pessoas comparecerem a este banquete espiritual, depois de algumas centenas literalmente dormirem à frente da Cidade da Luz, em atitude de total silêncio e introspecção, guardamos a certeza de que ainda existem, sim, pessoas interessadas no Bem, na Caridade, no cultivo dos princípios crísticos de forma verdadeira, sem hipocrisia ou sentimento de aproveitamento.
 
É uma noite onde as propostas de crescimento, seguramente, são renovadas, as esperanças são postas de pé, em alerta pois, afinal de contas, um novo ano se aproxima e com ele os embates, as lutas, as frustrações, mas também as alegrias, compensações e felicidades. Tudo estará na predisposição da nossa fé-esperança em não assumir papel de vítima e ir sempre para, lembrando o apóstolo Paulo, “o bom combate”.
 
Transcrevo aqui um trecho da mensagem do grande espírito, que a mim pessoalmente, permita-se, caro leitor, tocou indelével:
“... enquanto houver alguém com fé, haverá esperança; enquanto houver a fé atuante, haverá misericórdia; enquanto existir o pulsante que vibre na fé, haverá solidariedade; enquanto hinos forem cantados em homenagem à fé, haverá alegria; enquanto uma criança sorrir ou chorar, mas estiver sob o abrigo da fé, haverá futuro, e nós confiaremos neste futuro, porque também temos fé. Eis, portanto, a força propulsora da vida espiritual - a fé: fé-remédio, fé-trabalho, fé- ideal...”.
 
A fé, portanto, é sempre este desafio que o homem precisa conquistar. Não aquela fé de encomenda, porque alguém disse que é assim, pronto. Não! A fé verdadeira passará ser aquela que acredita, por ter convencido a sua razão, o seu discernimento: a fé raciocinada. Essa fé guardará sempre bom-senso e lógica.
 
Penso, destarte, que nós, pregadores religiosos, precisamos rasgar a vestes do faz de conta e levar “a verdade que liberta”, deixando de lado a falácia que pode encantar, satisfazer, arrebatar aplausos, mas despida de responsabilidade libertadora.
 
Guardemo-nos, assim, em 2009, na fé-liberdade de consciência e princípios.
 
 
José Medrado é médium, fundador e presidente da Cidade da Luz.