Quinta, 09 de setembro de 2010 - 04:06

Medrado na mídia

Artigo publicado no Jornal A Tarde

 


Divaldo Franco (Coluna Religião)

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Quinta Região, de quem tenho a honra de ser amigo pessoal, Dr. Paulino Couto, de sua cota pessoal como mandatário maior da Justiça do Trabalho na Bahia, outorgou a Divaldo Franco a Comenda do Mérito Judiciário Trabalhista da Bahia. Essa homenagem guarda um especial e pessoal sabor para mim, já desfrutado com Divaldo Franco, pois pude defender tal indicação, na Casa que sirvo, concursado que sou, por mais de 28 anos.
   
Seguramente, haverei de ser um dos primeiros a guardar uma foto deste dia memorável, para todos os espíritas servidores da Justiça do Trabalho, e a mim, permitam-me, em especial.
   
A história de Divaldo já foi contada e recontada muitas vezes, mas ainda guarda um grande manancial de conteúdo a ser dividido com o público, pois a sua trajetória de líder espírita traz inacreditáveis capítulos de ações em defesa de seus ideais e crenças.
   
Imagino as lutas que Divaldo teve que travar em diversos momentos de sua trajetória, principalmente quando iniciou, época em que o Espiritismo não tinha o respeito e até a admiração que guarda hoje.  Tenho sido, talvez por ser da terra dele, o destinatário de muitos casos e vivência de sua caminhada, que servem para reflexões de vida.
   
O Espiritismo tem se emancipado muito, tornando-se, hoje, uma referência de ação social, de cultivo da paz. Vemos, inclusive por iniciativa de Divaldo, que até um espírita, o inesquecível Chico Xavier, teve milhares de assinaturas em prol da sua candidatura ao prêmio Nobel da Paz. Certamente, o caráter político da premiação não o fez vitorioso. Todavia, ficou registrada a movimentação.
   
A transformação do Espiritismo ecoa por toda parte. Guardo o orgulho, por exemplo, de ser um dos primeiros a trazer a alegria às palestras espíritas, a música popular para dentro dos centros. É natural, como todo o novo, houve resistência, disseram que brinco nas palestras, que as músicas eram de barzinho, mas a verdade, no entanto, é que hoje-em-dia poucos são os Centros que não tocam música popular, inclusive em grandes eventos, ou palestrantes que não fazem as suas graças em suas exposições. E, assim, vão se esquadrinhando os caminhos, as lutas.
   
No século XXI, os desafios continuam grandes para o movimento espírita, talvez o maior de todos seja a sua popularização através das ferramentas da tecnologia disponível. O objetivo não é fazer proselitismo, nem criar ilusões, mas oferecer aos interessados uma porta de acesso mais à mão, um instrumento a mais para as explicações dos processos da vida.
   
Continuo guardando grandes expectativas, a propósito, do recém-empossado presidente da FEEB, André Peixinho, inclusive como ele é também articulista desta coluna, segue a sugestão de passar a nos falar de suas ideias, frente à Federação, para a sua gestão, fazendo, assim, com que nós, os centro espíritas filiados a essa instituição que deve ser representativa dos espíritas baianos, tenhamos a informação de ação de gestão democratizada, e não apenas informada.

 José Medrado é fundador e presidente da Cidade da Luz.