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12h37

Brasil da hipocrisia

Neste Dia da Consciência Negra, não guardo dúvida alguma, no entanto, de que o Brasil se tornou um país hipócrita, de valores teorizados, mas, em geral, não viabilizados. Vive-se em uma Nação onde se reclama dos políticos, em geral, e de sua defasada honestidade, mas se comete os “pequenos” trambiques, sempre, todavia, com as desculpas-justificativas “isto é diferente”, quando questionados que fazem o mesmo que condena. Sabido e falamos disso o tempo todo, mas vivemos, sim, mentiras teorizadas em politicamente correto.  Assim, também é a falsa ideia de que o Brasil não é racista, ou de que há uma consciência da necessidade de viver uma nova realidade. Ficou claro quando em São Paulo um ator negro foi espancado, na madrugada de quarta-feira, após seguranças de um terminal de ônibus acharem que ele era um criminoso. De acordo com Diogo Cintra, ele fugia de bandidos que tentavam assaltá-lo e alega que os funcionários não o ajudaram por racismo. Os reais bandidos “convenceram” os seguranças da estação, simplesmente porque eles eram brancos e o Diogo negro.

Fato é que as implicações do racismo no Brasil guarda uma filosofia de dominação política, cultural e social. Não se trata exclusivamente de um processo social de discriminação e dificuldades de acesso geral a pontos-chave das organizações brasileiras em todos os segmentos, mas se formou em uma cultura de etnocídio e genocídio da população negra .

O apartheid social se manifesta, portanto, na discriminação social que possue uma dimensão racial implícita, onde a maioria dos desprovidos são negros ou mestiços. A essa questão se atrela, em linha direta de consequência, a intolerância religiosa, em especial de religiões de matriz africana. Tudo muito lamentável e à mercê da leniência, omissão dos poderes públicos, em geral.
Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) no Brasil o preconceito é sempre atribuído ao “outro”. Assim, 63,7% dos brasileiros entendem que a raça determina a qualidade de vida dos cidadãos, principalmente no trabalho (71%), em questões judiciais (68,3%) e em relações sociais (65%). Ademais, 93% dos entrevistados admitiram o preconceito racial no Brasil, mas 87% deles afirmaram nunca se sentiram descriminados; 89% deles afirmam haver preconceito de cor contra negros no Brasil, mas apenas 10% admitiram tê-lo. Por fim, 70% dos brasileiros que vivendo na miséria são negros ou pardos.

O absurdo, porém, surge nos detalhes dos comentários que os nossos amigos, até os próximos, afirmam que não são racistas, mas justificam a necessidade dos “baculejos” a esses grupos suspeitos, e naturalmente, de negros. Esse é o Brasil dos manifestantes das redes sociais.

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal.

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