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09h36

O que você faria?

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, foi duramente hostilizado por passageiros de um voo que partiu de Brasília rumo a Cuiabá, no último sábado. 

Têm sido recorrentes as manifestações de hostilidade ao ministro já de algum tempo, e tem virilizado pelas redes sociais. Não faz muito, em Portugal, duas senhoras chamaram-no de “vergonha nacional”.

No sábado, ao gritos, os passageiros gritavam “fora Gilmar”,  "O STF não presta para nada. Tem que fechar aquilo lá", continuaram, referindo-se ao ministro como "vergonha para o país", "vergonha para a família brasileira", usando inclusive expressões vulgares. E questionavam: "Vai soltar o Lula também depois? E o Aécio?. A polícia federal foi acionada e escoltou o ministro até a área de desembarque do aeroporto Marechal Rondon. O ministro se manteve calado e ria amarelamente, sem discutir, ou bater boca.

Honestamente, não sei se tal manifestação explícita de intolerância é positiva à nossa democracia. Não sei o que faria em tal situação?!

Em seu Psicologia das Massas, Gustave Le Bom, afirma que a peculiaridade apresentada por um grupo é que mesmo que sejam indivíduos bem diversos em seus modos de vida, suas ocupações, seu caráter ou sua inteligência, o fato de haverem sido transformados num grupo, em lugar, em uma determinada situação, eles passam a ter  uma espécie de mente coletiva que os faz sentir, pensar e agir de maneira muito diferente daquela pela qual cada membro dele, tomado individualmente, sentiria, pensaria e agiria, caso se encontrasse em estado de isolamento. Há situações, atitudes que não vão surgir, não se tornarão em atos, exceto no caso dos indivíduos formarem um grupo (muito comum entre jovens que sozinhos não são capazes de fazer, o que fazem em grupo, da mesma forma os adultos). O grupo psicológico é um ser provisório, formado por elementos heterogêneos que por um momento se combinam, por questões semelhantes que trazem, então basta um pavio acesso, e a explosão acontece. Aí é que penso estar a preocupação, se entre os inconformados, intolerantes estivesse um disposto a ir à via de fato. Seria caos, anarquia... E o que mais?

A livre expressão é direito constitucional, mas o que é realmente livre expressão? 

Escrevendo e refletindo, penso que eu não embarcaria na onda de hostilizar, não. Talvez ao passar por ele (Gilmar Mendes) eu poderia menear a minha cabeça em desaprovação, mas hostilizar, não. E você?

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal.

 

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