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09h13

O governador não foi ético

Estamos vivendo momentos estranhos, em uma espécie de fragmentação vertical de valores e preceitos de convivência social. Há uma atmosfera de tudo posso, liberdade tenho para dizer e fazer o que quero. Tudo, inclusive, muito estimulado pelas redes sociais. Porém, quando se investe de uma posição de mandatário de um dos poderes, in casu, do Estado, no regime democrático, e que sobrevém um mandato conferido pelo povo, em sua maioria, esse indivíduo precisa rever sua ética de ação, considerando que não se trata mais apenas de um cidadão, mas de um governador. Motivado por essa reflexão que achei de lamentável influência o pronunciamento do governador da Bahia, Rui Costa, em relação à prisão do ex-presidente Lula, em vídeo, que circula pelas redes sociais. Ora, ele afirma que o ex-presidente foi condenado sem provas e segue esta lógica, abraçada por militantes e seguidores do ex-presidente. Naturalmente, aqui não falo se justa ou não, porque nunca vi os autos, nem entro no mérito da questão. Restrinjo-me, no entanto, a registar que o governador, ainda que mostrando lealdade a um amigo, não deveria, como figura representativa da administração maior do estado da Bahia, não poderia ser passional, opinar pessoalmente, porque carrega em si a simbologia de todo um estado plural, inclusive porque as suas palavras foram contra o Judiciário, outro Poder. É, no mínimo, antiético, considerando a ritualística do cargo que ocupa.

Um governador deverá evitar, preconiza a boa ética da administração pública, toda ação que crie a ideia de que está se rebelando contra leis e ou poderes que devem seguir harmônicos e respeitosos entre si, visto que a ética se preocupa não como os homens são, mas como devem ser. Existem normas de conduta explícitas e implícitas que norteiam o comportamento de quem exerce cargos públicos, em especial do topo de um poder, inclusive em código de ética específico.  Assim, entendo, é missão deles serem leais aos princípios éticos e as leis acima de suas determinações, acima de qualquer interesse de foro íntimo e ou particular. Na mesma esteira, achei estranho um chefe de um outro Poder, o Legislativo, também se insurgir como instituição sobre o mesmo tema, certamente são as questões pessoais que aí entram, mas fogem ao interesse coletivo da sociedade em seu todo, como disse: em seu todo. 

Dirigentes de órgãos públicos são agentes de princípios que devem ser gerais para o bem comum, jamais para interesses e interferências de questões pessoais.

 

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal.

 

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