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10h40

Tristeza na Justiça do Trabalho

Fui servidor da Justiça do Trabalho por quase 37 anos, hoje aposentado, recebo, já que estou em viagem doutrinária pela Europa, uma saraivada de whatsapp de amigos, colocando em dúvida o discurso que sempre tive de seriedade daquela casa, onde servidores laboram com dedicação, zelo e honestidade. Foi com perplexidade e tristeza que todos ficamos sabendo de denúncias contra desembargadores, tendo busca e apreensão de documentos em seus gabinetes e casas. Sempre pontuei com orgulho de trabalhar em uma casa séria, onde nunca tinha ouvido sequer falar em desmandos. Falava com galhardia desse sentimento que abrigávamos em nossas convicções. Propalava aos quatro cantos, em especial pelo meu programa na rádio Metrópole. Natural que agora muitos dos amigos e conhecidos me cobrem  considerações a respeito do que aconteceu,  alguns, inclusive, desqualificando a instituição em seu todo. O fato é que as investigações estão sob sigilo de justiça e o que é denúncia não se estabeleceu como certezas.

A verdade, no entanto, é que servidor algum teve seu nome divulgado em qualquer possibilidade de ilicitude, o único assessor citado não compõe o quadro dos servidores efetivos do Tribunal do Trabalho da Quinta Região. Dessa forma, ainda continuo tomando a defesa dos meus colegas que lá se encontram no exercício de sua função com respeito e dignidade. Pessoa alguma que labora naquela casa haverá de dizer que estas denúncias não causaram perplexidade, até mesmo tristeza. Claro que sim. Infelizmente, por outro lado, essas notícias guardam um cunho de generalidade, em razão de serem tomadas como ação de todo o conjunto formador de uma instituição. 

Não guardo laços fortes com todos os citados, mas com as magistradas sim, o que me faz amargar a expectativa com maior tristeza, mesmo com o alento da dúvida.

Vivemos momentos confusos em nosso País, onde se diz tudo, em todas as direções sem as dividas checagens das notícias, das informações. Incontroverso também que a seriedade da Polícia Federal, em suas ações, não pode ser colocada em xeque, mas que sejam estabelecidos os princípios dos fatos e da verdade.

 A sociedade aguarda com confiança no deslinde de tudo e os que respeitamos aquela casa sejamos preservados de qualquer generalidade, pondo-se os pontos nos “ is”.

*José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal. Escreve para o BNews às segundas-feiras.

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