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13h41

Não à Teocracia

Está havendo uma onda de críticas muito grande à omissão do presidente da República e do ministro da Justiça em razão do não posicionamento ao atentado contra a produtora Portas do Fundo. Independentemente das questões religiosas de cada um, e aqui não entramos no mérito, mas o fato é que quando autoridades não se pronunciam acerca de atos semelhantes a terrorismo, dá uma impressão de apoio, ou quando não indiferença. Isso gera em alguns insanos uma espécie de tudo pode.

Infelizmente, estamos vendo uma lamentável mistura de política de estado com a religião do mandatário do País, em explícita falta de compreensão que deve haver, sim, separação do pessoal com o conjunto da governança. O Brasil além de ser laico, tem em sua população pessoas agnósticas e  ateias, logo não podem ser esquecidas e precisam ser respeitadas em seus valores de cidadania. Ainda que a maioria da Nação tenha elegido um presidente com valores evangélicos, é questão pessoal, mas ao assumir fez juramento de governar para todos.

Vemos, lamentavelmente, que, por votos, segmentos religiosos têm sido buscados como instrumento de manobra para solidificação de poder político. Não sou, de forma alguma, contra  grupos que elejam seus representantes, o regime democrático é exatamente assim: representativo. Penso, no entanto, ser absurdo que a partir daí se faça uma política com base nesses princípios religiosos, que geralmente são calcados em questões de valores ultrapassados, pertinentes, circunscritos em uma época. A Sociologia ao lado da Antropologia nos posicionam que valores mudam, princípios não. Apenas como exemplo, lembro que jamais na década de 40 ou 50 um homem vestiria uma camisa cor de rosa – valores de um momento, hoje caiu por terra, ainda que aqui e ali a insensatez  faça referência a essas questões anacrônicas. 

A liberdade de expressão deve ser um bem a ser preservado incondicionalmente, e se alguém ou grupo se sinta ultrajado, caluniado que busque as instâncias legais para reparação. Atentar, impor, violar questões de entendimento é criminoso, in casu Brasil, aos valores de formação deste povo, inclusive religiosa.  

Se a política brasileira assumir ligações de base e orientação em determinadas religiões, a intolerância de seus seguidores, assumindo poder, partirá em frontal perseguição às religiões que não comungam com as suas ideologias. Se hoje já existe, imaginemos instituída como política de Estado? (R)

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal. Também é apresentador de rádio.

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