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Artigos

09h22

É muita desesperança

Ipsis litteris do que li aqui em BN, que: “Auditoria nas contas da Seguradora Líder, responsável pela gestão do seguro DPVAT, questionou uma série de procedimentos na gestão da empresa, incluindo pagamentos por prestação de serviços para pessoas próximas a políticos, a integrantes do governo federal ou ligadas a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), muitas vezes sem os devidos detalhamentos e controles.”. É realmente uma desesperança renovada que se estabelece na alma do povo brasileiro, a cada notícia deste jaez, quando notamos que tudo guarda, em entranhas sombrias, interesses obscuros sobre o Brasil. Os conchavos fogem ao princípio de combinação, acordo, ajuste para se embrenharem no sentido de conluio, maquinação com objetivos interesseiros e ou ilícitos.

Parece que só existe moral e éticas nacionais quando se está longe de alguma forma de poder. Diz o clichê que o poder corrompe, mas o que se nota é que o poder revela o corrompido. Não se trata de posição social, mas de caráter, de elasticidade infame de princípios.

Temos sempre a impressão de que não importa forma alguma de ideologia, seja ela política, religiosa, de família, pois o importante são os interesses, em geral ligados a ganhar dinheiro fácil e poder. Ouvimos um discurso de probidade, de ética e nos empolgamos todos, mas daqui a pouco começam  aparecer as denúncias, o que estava por trás desta ou daquela ação... Desânimo cidadão se estabelece, como se, de fato, o País não tivesse jeito. Os inimigos se abraçam em público, posto querem benefícios uns dos outros...tudo sempre assim, e, nós, o povo, lá vamos embarcando nas tais conversas de moralidade, de honestidade acima dos demais.

Mas sabe qual é a verdade: no caso dos políticos? Eles não têm culpa, pois se elegem, são reeleitos vez após vez. A culpa não é deles, é de quem os elege sabendo quem são. É por isso que o clichê vai se atualizando (mais um) - “cada povo tem o político que merece”, ou governo, claro. Até no Poder Judiciário, que deveríamos guardar a esperança última de cidadania e confiança...aí somos surpreendidos com desembargadores afastados, presos. Suspeição sobre ministros sendo acusados de advocacia administrativa e ou mulheres, maridos advogados sendo cooptados... E muitos invigilantes vão formando também o princípio do “farinha pouco, meu pirão primeiro”, tirando aqui e ali alguma vantagem.

Na ausência de oportunidade para se conseguir grandes somas de dinheiro, para comprar joias, belas casas...ou de poder, para ser alguém “importante”, burlam o imposto de rendas, estacionam em local proibido...essas coisas que vemos todos os dias, todas as horas, quiçá as fazemos também.  Precisamos quebrar esta cadeia oportunista que age sobre as mentes, ao que parece, da maioria dos brasileiros, que se auto justifica dizendo: se não for eu, será outro, que seja eu, então. Mas como sou de natureza otimista, entendo que as coisas estão mudando, posto que não tinha luz em cima de tanto lixo, mas de alguns anos para cá está havendo. Continuo confiando no tempo. Espero não ter desagradado você com os meus comentários, mas se o fiz, guarde mais atenção aos seus atos.

 

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal. Também é apresentador de rádio.

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