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10h00

Verdade incômoda

Muito triste, mais de 100 mil mortes pela Covid-19, e ainda há quem relute em aceitar, negar mesmo a dramática situação desta pandemia. Não podemos perder de vista que são milhares de pessoas que choram o luto de suas perdas, que tiveram sonhos, ideais rompidos. Pessoas que amavam e eram amadas. O governo federal minimiza desde o início, ainda que, é bem verdade, já se vê uma oscilação de postura, de discurso na conceituação do que está acontecendo, uma espécie de mitigação de rebote, com o forte apelo eleitoral. Vê-se na esquina 2022. O próprio presidente da República parece que está em uma espécie de quarentena de conflitos. Infelizmente, no entanto, sem qualquer partidarização, ele ajudou a criar este negacionismo, como escolha para descaracterizar uma realidade, pois lhe era mais confortável, em razão de interesses pessoais e políticos. O negacionismo sempre esteve associado a questões religiosas. É clássica a história do astrônomo Galileu Galilei, que, no século XVII, recebia sua sentença frente a um tribunal da Inquisição, em razão de defender o modelo de Copérnico, em que a Terra girava em torno do Sol, Galileu foi considerado um herético, forçado a repudiar as ideias heliocêntricas e sentenciado a prisão domiciliar, além de ter sua obra Diálogo incluída no Índice de Livros Proibidos do Vaticano. Hoje, no entanto,oprocesso se politizou e uma espécie de recrudescência da ignorância também, em negação da ciência. Uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada em julho de 2019 apontou que 7% dos brasileiros acreditam que a Terra seja plana. Saibamos que o formato esférico da Terra já era consenso na época de Galileu. Há mais de 100 anos a gripe espanhola matou cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, sendo que no Brasil foram ceifadas 35 mil. Lá atrás também havia os negacionistas, que insistiam em dizer que era apenas uma gripezinha. O próprio presidente à época, Venceslau Brás, demorou demais para tomar providências, achando que era algo passageiro. A gripe espanhola matou o seu sucessor, Rodrigues Alves, antes mesmo de ele tomar posse. O mais incrível eram os discursos de então com os de hoje, exatamente iguais. Tipo: “Só vai atingir idosos, por isto que só eles precisam de isolamento”. Havia até propaganda de um remédio milagroso, o quinino, usado no combate à malária. Infelizmente, guardamos uma tendência à normalização daquilo que nos satura, como forma de fuga, proteção do que nos incomoda e criamos uma bolha e nela nos refugiamos, para viver uma realidade ao nosso gosto. Mas há também as pessoas frias e egoístas, que nos fazem lembrar de José Saramago, quando dizia: “Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu fizeram-no de carne e sangra todo dia”.

José Medrado Mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz

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