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10h00

A patologia na mentira

Não deveria, mas estamos nos acostumando a ver políticos, em geral, mentindo sobre diversos assuntos, e cada dia que passa mais sem qualquer pudor. Todavia, o presidente da República tem vencido todos os limites nesse sentido. Durante a pandemia que prossegue preocupante, a ponto de Tedros Ghebreyesus, diretor- geral da Organização  Mundial da Saúde chamar a atenção para a situação atual do pais, com o crescimento dos números de contaminações e óbitos. Pois bem, o presidente gerou  perplexidade quando em uma live, na ultima quinta (26), afirmou que não havia vídeo ou áudio algum que provasse que ele teria chamado a Covid 19 de gripezinha. Houve um clima de é possível  geral,  uma vez que ele a chamou, sim,  em março deste ano, de gripezinha , resfriadinho, mesmo sendo, para alguns,  um sarcasmo ao medico  Dráuzio Varela. Efetivamente, ele desconsiderou, sim, os efeitos da pandemia, inclusive porque, em suas palavras, ele foi atleta.

A grosso modo, a ciência do comportamento fala que quando há uma tendência  para mentir, geralmente evidencia uma patologia . Há pessoas que se acostumam a mentir por mentir, sem propósito lógico algum. O sujeito mente mesmo em situações onde não haveria nenhum ganho palpável. É fato que todos nós, em algum momento da vida, aprendemos  a mentir, independentemente das razões que levaram a isso. Contudo, alguns casos extrapolam  o aceitável  social, e mentir se torna um hábito corriqueiro e completamente danos, evidenciando  que o individuo prefere acreditar que a realidade que projeta é a que vive, mesmo sendo mentira. Fatos reais, concretos são desconsiderados  porque significam a dissolução da sua perspectiva de vida, do se processo do que pensa que seria o certo, inclusive em conceitos abraçados pela lógica e realidade de ciência. Muitos especialistas do comportamento  humano afirmam que, em verdade, os mitômanos sentem um desejo de aceitação pelos outros, uma espécie de necessidade mesmo. Sem criticas ou questionamentos. Mentir se torna uma máscara para sua dificuldades  e frustrações diante do que apostavam como certo, como verdade. Geralmente são pessoas em que prevalece o transtorno histriônico , onde o egocentrismo , a baixa tolerância às frustrações e a necessidade de fazer com que todos dirijam a sua atenção para eles próprios. Esse transtorno pode apresentar tendência à bipolaridade do humor, diferenciando-se das formas de transtornos afetivos puros. Sujeito com transtorno histriônico da personalidade, ressentimento ou rancor contra terceiros nutrem as fantasias patológicas. As concepções podem ser de inicio, intencionais e conscientes mas logo se revestem de convicção de realidade para o próprio sujeito.

José Medrado – Mestre em família pela Ucsal e fundador de Cidade da Luz  

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