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Artigos

10h00

A resiliência de um africano

Meu querido amigo, desembargador Salomão Resedá, gentilmente me manda o comunicado acerca de uma luta de UFC, que chamaria minha atenção. Vocês também vão lembrar de um dos lutadores: trata-se do jovem da República da Guiné, Mohamed Câmara, que estava cladestinamente em um  cargueiro italiano, em direção ao Brasil, para nossa Salvador, em busca por dias melhores. Isso foi em 2008. Mahamed foi descoberto. Sentiu muito medo, pois a histórias que tinha conhecimento de clandestinos descobertos, era de surra e jogados ao mar. Segundo ele diz a jornais baianos, em especial a Alex Torres, de A Tarde, foram 14 dias de viagem e seis dias preso, após ser descoberto, sem comer e a única coisa que fazia era beber água, em péssimas condições. "Tinha muito limo. Para beber, eu colocava minha camisa por cima e sugava a água para não ver aquela coisa nojenta", lembrou.
    
Mohamed lembrou àquela época em que a vida com os seus pais não era nada fácil, em verdade ele nunca conheceu a mãe, que faleceu no parto, e perdeu o pai por uma bala perdida, na ocasião em que seu país de origem estava em guerra civil, pois bem, quando chegou em Salvador, o jovem guineense foi acolhido. Em relato próprio publicado na oportunidade, o hoje desportista, afirma que “uma juíza ligou para o filho dela, que eu chamo de 'pai', e eles me ajudaram. Através disso, morei um tempo sob a tutela do Vovô do Ilê. Depois, eles me tiraram de lá e me deram tudo que eu tenho hoje. Tenho uma eterna gratidão por eles e todos que entraram em minha vida". A  juíza referida, hoje desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia, é a Dra. Joanice de Jesus, mas também com este sobrenome...
    
O leitor deve estar se questionando agora: - Sim, e a luta, ele ganhou? Ganhou, no último sábado, e em mensagem afirma que nem parece que lutou, está muito bem. Ele espera poder um dia retornar à mãe África e ajudar crianças que como ele estão por lá na miséria e no abandono. Já o fez, em reencontro com os tios, mas não conseguiu localizar o irmão e ainda guarda o ideal de ajudar crianças necessitadas de sua terra natal.
    
É sempre assim, quando uma corrente de solidariedade se estabelece, o bem impera. O adolescente de 2008 foi acolhido por um juiz da Infância e Juventude atento, Dr. Salomão Resedá, que recusou a deportação daquele menino amedrontado . O garoto se firma na sua resiliência, caminhou, certamente cheio de traços de dor e sofrimento...busca ser, neste mundo que só o negou, mas quando chegou nos braços de Salvador, trazido por um cargueiro de nome Gran San Paolo e encontrando pela frente Salomão (nome bíblico de juiz que salvou uma criança) e pessoas de Jesus, bem focou e cresceu. Assim se faz cidadania, com confiança e esperança, amparo e decisão...

José Medrado mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz

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