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10h00

Brasil egoísta

A Cidade da Luz completou ontem 40 anos de existência, e vinha me perguntando o que estaria havendo, para, ao longo desses anos, perceber que as pessoas estão menos caridosas, menos disponíveis a doações, a ajudar o próximo? Perguntava-me se não era por conta de toda uma indiferença dos poderes públicos às instituições filantrópicas. A própria Cidade da Luz não tem convênio algum com eles, por dificuldades e falta de interesse. Essa é a verdade. Por outro lado, questionava se não seria em razão da cultura de corrupção que se estabeleceu sistemicamente no Brasil, e as pessoas ficaram com receio de doar, de ajudar – não justificaria muito, pois pode se levantar fácil quem é sério ou não.

Assim, vi mais uma instituição gritando, em matéria aqui em A TARDE, na última segunda-feira: o Ilê Aiyê anuncia fechamento de frentes de trabalho social. Muito lamentável. As pessoas se empolgam, estimulam, mas não ajudam, esta é a realidade, pontuou o seu dirigente.

É preciso quebrar o mito de que o povo brasileiro é generoso. Já pode ter sido, mas nos dias atuais houve uma mudança comportamental severa. É o que indica o CAF World Giving Index 2016, índice mundial de doação, que é um estudo líder sobre generosidade global, que fornece uma imagem do comportamento de caridade em todo o mundo. O índice verifica a porcentagem média de pessoas em cada país que doam dinheiro, voluntariam ou ajudam um estranho. Na última avaliação foram pesquisados 140 países, representando cerca de 96% da população mundial.

O Brasil ficou na posição 79, atrás de países como Kosovo, Chile, Peru, Colômbia, Paraguai, Argentina, Irã, Iraque, Somália, Etiópia e, acreditem, até da Síria. Muito triste.

Infelizmente, repito, o povo brasileiro é um dos que menos contribuem com doações individuais no mundo. As instituições filantrópicas vivem à míngua e a frase mais ouvida é “não dou dinheiro para essas instituições porque não confio nelas e em seus dirigentes”. O desculpismo surge em uma espécie de autoengano que justifica a falta de solidariedade.

Os poderes públicos querem concentrar as suas ações, que não guardam a capilaridade das instituições filantrópicas, apenas por um motivo: fazer com que lhes devam favor. Não se vê o interesse social.

No Brasil, é raro um rico empresário fazer doações – nem mesmo depois de morto – a qualquer instituição social. Nesse ponto, os Estados Unidos dão exemplo. Somente Bill Gates e Warren Buffett doaram US$ 70 bilhões para uma fundação social. Quando Bill Gates fez um cheque de US$ 1 bilhão somente para o programa de combate à malária na África, mas por aqui os bilhões... você já sabe. Fato é que vemos por aí milhões em desvios todos os dias sendo noticiados.

 

José Medrado Mestre em família pela Ucsal

e fundador da Cidade da Luz

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Grupo de Assistência
Grupo de orientação maternal Irmã Maria Angélica
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