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15h00

Ajuda às companhias aéreas e aos autônomos?

Não há dúvidas de que as necessidades prementes no combate ao coronavírus precisam ser divulgadas, sem pânico. Certamente, o mundo sempre esteve visitado por epidemias e pandemias, mas o sistema de vinculação instantânea da informação tem feito as últimas ganharem contornos de maior inquietação e medo. Tem, no entanto, me chamado a atenção é que as recomendações dos especialistas são para evitar contatos físicos, buscando afastamento em média 1,50 cm do outro; aos idosos não saírem de casa; cerca de 80% vão desenvolver, se contraído o vírus, a sua forma mais leve, tratada com medicações de suporte, as mesmas usadas para as gripes sazonais...tudo bem, farei isto, se preciso. Você, caro leitor, também tem condição de fazer, mas... e os moradores das comunidades? E as orientações para eles, os que moram em barracos, invasões? 

Nós da Cidade da Luz atendemos a pessoas que moram em espaços, por exemplo, de 4x4, em divisão com 08 a 10 pessoas. Que orientação a elas? Auto isolamento para quem estiver com os sintomas. Sim, por enquanto aos que chegaram do estrangeiro ou quem teve contato com essas pessoas...e por aí. Tudo bem passado e repassado. Ok. E as diaristas que precisam ganhar o seu dinheiro, para sustentar seus inúmeros filhos e trabalham com estas pessoas?!

O governo federal já sinalizou com ajuda para as companhias áreas em razão dos prejuízos com cancelamentos de viagens... sim e qual o suporte para os trabalhadores autônomos, cujo Ministério da Saúde recomenda a todos diminuírem a circulação pelas cidades?

O fato é que até agora os contaminados são pessoas de classe média, em sua maioria, ou mesmo de classes altas que viajaram ou estavam em festas... mas quando chegar nas comunidades pobres... e aí? E vai chegar. Não se trata de pânico, mas essa gente trabalhadora, que vive do que tece, pega transporte lotado, onde a distância é a do bafo no pescoço, da respiração em cima do rosto... e não podem deixar de trabalhar porque vão passar fome. E então? Qual a orientação a elas? Qual o apoio a elas? E as tais medicações de suporte para os que não precisam buscar o atendimento de emergência, porque não guardam problemas respiratórios graves? Quem dará? Lembro-me bem da minha infância cheia de dificuldades, onde uma dor forte de cabeça precisava ser suportada, nas gripes de então, porque não tínhamos como comprar uma cibalena – analgésico usado à época. É possível que haja alguma estratégia do governo para essa camada da nossa população, mas ainda não estamos sabendo.
 

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal. Também é apresentador de rádio.

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